sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Brexit - um fim, um começo ou apenas uma ocorrência?


Hoje é, verdadeiramente , o primeiro dia do Brexit (ou pelo menos o verdadeiro primeiro dia do começo do Brexit, que até dia 31/12/2020 tem de ficar decidido se há ou não acordo entre a UE e o RU).
Mas... E o que significa isto? Não entrarei em análises políticas ou socio-economicas que não me reconheço a competência, o necessário entendimento ou conhecimento do caso em causa. Por mais artigos, opiniões e afins que leia sobre o caso (sendo que em muitos casos são contraditórios, restando-nos a nós apenas o escolher uma das análises feitas por peritos, ou especialistas - tão em voga nos dias de hoje, como os virais, ou a preguiça do pensamento). Assim só me resta uma última análise, o que significa para mim! Quando se deu o referendo assisti com um entusiasmo de puro voyeur, com uma preocupação exacerbada pelas palavras e dizeres dos media. Depois, assisti como quem assiste a uma novela. Dava uma ou outra opinião saída de uma das escolhas explicadas acima, até que, tendo a novela demasiados episódios, canso me e mudo de canal, ou novela, passando de vez em quando por esse canal, mas já aborrecia tanto que nem uma personagem como Boris Johnson já mo conseguiu vencer. 

O que eu penso: que retirando as grandes análises sobre o que vai acontecer, sintetizadas num texto, vai haver uma adaptação natural. Vai haver algumas pessoas afectadas, mas que se adaptarão á sua nova vida - pois "a vida continua", e o jogo do Benfica ou do Manchester terá um efeito mais emocionante a médio longo prazo (afinal viverão apenas um Brexit, enquanto viverão vários jogos). Nas empresas o mesmo acontecerá, mais um pouco de burocracia, mais umas taxas, umas perdas, mas haverá as que saberão tirar partido, e as outras imita-las-ao. E com o tempo ter a Gra- Bretanha fora da União Europeia (se entretanto não ficarmos com a Escócia e Irlanda, e aí, em vez dos atuais 28, que iriam a 27, ficaríamos com 29, que são as matemáticas económicas e políticas).
E no final está novela, cairá no esquecimento, como caiu a entrada do RU (oh mais recentemente a de Portugal, com uma afectação muito superior ao português).

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

O Novo virus versus o velho

   He umas semanas stress a China via-se a enfrentar Uma das suss piores crises... e no, não era Donald Trump, eram as manifestações pro democracia que ocorriam em Hong Kong. Um virus que não sabiam como combater e que fazia com que o todo poderoso Partido Comunista da "Republica" da China tremesse no seu altar perante a possibilidade que este viesse a alastrar se ao resto do país. Mas agora descansam, pois um Novo virus conseguiu o que muito esforço politico e das for as policiais não conseguiram: calar os manifestantes, trancá-los em casa! 
Lutando contra o instinto que me faz ter ideias um pouco mais conspirativas, sou obrigada a admitir que veio a dar jeito, e não só à RPC.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Segunda ou domingo?


 Até sou uma pessoa que aprecia um pouco de chuva, e não fica em plena neurose perante a queda da água, mas há dias que deixam a malta confusa, parece que nunca chega a ser de dia. A noite é escura, mas escura mesmo e nem as iluminações artificiais conseguem inverter totalmente o efeito, e o dia... bom nunca chega a ser dia.. juntando que é segunda feira, ficamos confusos a perguntar-nos se não nos teremos enganado e não seria para ter ficado na cama, e afinal ainda não será fim de semana?!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

O mal de uns...

 Costumo apanhar o comboio das 7.38 em Agualva-Cacém, mais por uma necessidade de espaço, do que temporal (com exceção quando há suprimentos e à conta disso, atrasos no emprego), mas hoje atrasei-me precisamente cinco minutos, e em vez de sair de casa às 7.15 saí às 7.20, o que resultou na perda do bom comboio que vem de Mira Sintra e no qual posso seguir o meu trajecto sentada até ao Rossio.
Mas às tantas ouço a voz daquela senhora, que quem usa os comboios faz tremer logo desde o inicio do seu monólogo, anunciando os atrasos e suprimentos. E hoje anunciou mais um suprimento - os comboios estavam suprimidos entre Sintra e Rio de Mouro. Fiquei a perguntar-me como iriam fazer a coisa com os comboios que viriam... Em pouco tempo tivemos a resposta, ao chegar um comboio à nossa estação e esvaziar ali... depois de muitos entre-olhares, lá meio receosos foram entrando alguns passageiros, ao que eu os segui e... sentei-me.

Em conversa com a senhora ao lado, mencionámos que era a primeira vez que iamos sentadas naquele comboio, e houve mesmo um sorriso de satisfação, pequeno, pois era um sentimento proibido... o de "o mal dos outros, é o nosso bem".

Diga-se que o comboio ficou sem lugares sentados em Barcarena, ficando já muitos passageiros em pé.
É que andar nos comboios da linha de Sintra à hora de ponta, é uma experiencia que só mesmo quem o usa diariamente consegue compreender, tornando todos os passageiros irmãos e irmãs.


PS: Acabei por sair em Sete Rios e apanhar o metro até os Restauradores, o que me permitiu a minha caminhada matinal até aos Cais do Sodré, debaixo deste agradável sol matinal.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

O mais que tudo

Para continuar com este novo projecto há que fazer algumas apresentações, sendo eu uma mulher de 38 anos, dona da sua casa (bom... mais ou menos, o banco deixa-me ter essa pretenção verbal), e do seu mundo, sem pretendentes nem pretendidos, que assim está uma boa relação com todos os seus beneficios, que uns poderão concordar e, outros discordar, tenho, no entanto, "um mais que tudo".
Contrariamente a outros não ocupa muito espaço nem tempo, mas que nem por isso deixa de ter a sua personalidade, e com este é impossível "ter uma conversa". A maior parte das vezes é ver quem teima mais... 98% das vezes sou eu a perdedora.

Apresento-vos o Pimpão

 

Na realidade já é o Pimpão III, o que lhe mostra uma certa realeza, talvez por isso, seja exigente e bata a pata quando vê que os serviços que lhe deveriam estar a ser prestados, por uma natureza hierarquica e monarquica naturais. Não sendo aparentado com D. Duarte, recusando assim uma linhagem directa à Casa de Bragança e pertencendo mais à Casa que irá salvar a Pátria, reconhecendo-se-lhe mais um certo ar Sebasteanista. E a confirmar tal achegamento à casa de Avis, está o facto de não ser de linhagem directa com o Pimpão I e II, que eram mais de raça felina, mostrando então ali um certo desvio e bastardanismo (o que lhe aumenta as possibilidades de subida ao trono, que o diga D. João I).


quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

E no principio havia... palavras

Inicio hoje um novo blogue. Não porque me tenha acontecido nada de extraordinário, simplesmente porque me apetece escrever palavras ao vento.



O que é um blogue senão um diário? E o que é um diário senão uma confissão, podemos corar com as confissões, ou podemos defender-nos com certa agressividade (essa é a forma mais usada hoje em dia). Antigamente havia os diários que se fechavam com um cadeado (ainda tive desses), mas é apenas para tornar o convite mais apetecível. Hoje já não se fazem convites assim. Hoje ordena-se. Entra-se porta adentro e não se pede licença. E todos competem com o seu diário com os dos outros. Mas um diário é mais do que um relato de acontecimentos, um diário são as palavras de todos nós, são as palavras sentidas, são as palavras sussurradas à almofada no escuro da noite. São os risos que se tem com as amigas, as corridas no campo, a intimidade com a mãe, a fuga traquina do olhar atento ao pai para um namoro com a rebeldia. As palavras são o ser.

Um novo blogue, ou diário publico, que nunca os houve privados, só escondidos, à espera de serem encontrados.

E o que são as palavras? Emoções? Intenções? Desejos? Ou acontecimentos?
Nenhum desses, as palavras são tudo e nada. Somos nós, é o outro (principalmente o outro, pois que somos todos nós se não reflexo de todos os outros?)

E aqui vamos nós...